Quando afirmei que Fresno era o fundo do poço, confesso, cometi um erro terrível. Mesmo vaiados no show do Bon Jovi , onde em uma absurda falta de tato, quiseram tocar suas baladas imbecis para uma massa sedenta de rock’n’roll clássico e de qualidade, o Fresno nunca foi vaiado em um VMB da vida. Dada a afirmação anterior, temos como certeza que Restart vem como uma onda de chorume para afogar os roqueiros tupiniquins, que já andavam só com o nariz pra fora da merda.
O estilo, ao contrário do pensado, não tem nada de original. É uma imitação clara de vestimentas usadas por outras tribos no passado ( tá em dúvida? Digita “clubber” no Google e clica em imagens). Mas além da clara poluição visual, o som dos garotinhos coloridos é fraquíssimo, e nem precisa entender nada de música para perceber. Pergunte ao seu pai fã de Legião Urbana, ao titio que amava os Titãs ou a mamãe fissurada em Engenheiros do Hawaií. Ou vá mais longe, pesque um fã hardcore de Nx Zero e pergunte o que ele acha da nova tendência. Restart conseguiu ser rejeitado dentro da cena que indiretamente os criou. Nem os fãs das porcarias de outrora, agüentam a falta de carisma, a falta de melodia, a falta de sonoridade expressa por essas pragas do arco-íris.
Enganei-me também ao pensar que seria a já falecida Nove Mil Anjos que roubaria o trono do Nx. E a Cine que parecia ser o novo sucesso, já foi obliterada. Cine, outra porcaria que vem da onda colorida e que, pior de tudo, consegue amargar uma segunda colocação dentro de um cenário que não tem como ser pior… Eu disse segundo? Xiii, acho que esse posto já foi ocupado por outro ser estranho de pai famoso.
E apenas quotando um outro cara, tão mala quanto eu, com um talento inimaginável para produzir ( e sem nenhum para cantar, verdade seja dita ) disse quando perguntado se qualquer um podia fazer sucesso.
-Você tem pai rico? Marco Camargo.
